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quarta-feira, 30 de abril de 2014

A MÚSICA DENTRO DE UM CONTEXTO SOCIAL E POLÍTICO NO BRASIL NAS DÉCADAS DE 1970 E 1980.

Surgiram grupos de opositores à ditadura militar, um grupo de inconformados, que recusavam-se a participarem da vida em sociedade , do capitalismo, não passeavam em shoppings, costuravam suas próprias roupas , compravam produtos produzidos pelos Hippies, Buscavam inspirações na psicanálise, nas drogas e na vida em comunidades alternativas. A música e as drogas eram como símbolo desses grupos. Em seus protestos, defendiam o meio ambiente, o feminismo, a liberdade de expressão e tudo que fosse contra aos princípios da ditadura militar. Porém, qualquer movimento subversivo estava sujeito à uma resposta brutal e muitos sofreram vários tipos de agressões físicas por participarem desses tipos de movimentos. A classe média intelectualizada, mesmo sabendo dos riscos que corriam, sempre demonstrava oposição à ditadura. A arte em geral, era uma ferramenta da indignação contra o sistema. Entre os artistas da Música Popular Brasileira, o músico Geraldo Vandré foi o que mais juntou opositores, citando, em seus shows, referências como: Nara Leão, Edu Lobo, Caetano Veloso, Gilberto Gil, entre outros. A maior parte das ocorrências registradas em informes e relatórios era feitos em shows chamados de “Circuito Universitário”, em 1971. Com o exílio de Geraldo Vandré, associado ás composições contra o sistema, o músico Chico Buarque acabava sendo um centro de união da oposição esquerdista. Se algum interrogado citasse o nome de Chico Buarque, já era considerado subversivo. Em qualquer evento de MPB era redobrada a atenção em cima da relação de shows com movimento estudantis, campanhas políticas e entidades de oposição, principalmente o Comitê Brasileiro de Anistia, comitê Brasil Democrático e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência. No final da década de 70, o movimento operário passou a ser mais uma preocupação com os canais de comunicação, pois assim como os eventos de MPB, eles reuniam simpatizantes da oposição. Grupos da Classe Média se uniram em oposição à Ditadura Militar e muitos exerciam profissões como: advocacia, jornalismo, publicidade, professores universitários, artistas e profissionais liberais. Eram chamados de Classe Média Intelectualizada, onde tiveram uma participação significativa no conjunto dos movimentos de oposições. Tudo o que fosse publicado em jornal, composto e cantado, panfletos, assembléias e manifestações, que ferisse os princípios impostos pela ditadura, fazia parte do dia a dia da Classe Média Intelectualizada. Os movimentos dos agrupamentos de esquerda vão crescendo rapidamente e suas células se multiplicando para todo o Brasil. Existia muitos grupos como: Corrente Revolucionária de Minas Gerais, Partido Comunista Brasileiro, Ação Libertadora Nacional e a Vanguarda. As atividades desses grupos eram baseadas na clandestinidade e na conspiração. Contudo, queriam abater o regime pelo recrutamento de pessoas em ações de guerrilhas. Os anos de (1969-74) foram os anos de chumbo da ditadura. Foi fechado temporariamente o Congresso, houve a segunda onda de cassação de mandatos e a suspensão de direitos políticos, o estabelecimento da censura à imprensa e as produções culturais, demissões nas universidades e o agravamento da violência repressiva contra grupos oposicionistas, armados ou não. (MORAIS, 2003, pág. 332) Nesse contexto, surgiram, também, grupos de inconformados, que se recusavam a participarem da vida em sociedade, do capitalismo, não passeavam em shoppings, costuravam suas próprias roupas, compravam produtos produzidos pelos Hippies, Buscavam inspirações na psicanálise, nas drogas e na vida em comunidades alternativas. A música e as drogas eram como símbolo desses grupos. Em seus protestos, defendiam o meio ambiente, o feminismo, a liberdade de expressão e tudo que fosse contra aos princípios da ditadura militar. Porém, qualquer movimento subversivo estava sujeito à uma resposta brutal e muitos sofreram vários tipos de agressões físicas por participarem desses tipos de movimentos. A classe média intelectualizada, mesmo sabendo dos riscos que corriam, sempre demonstrava oposição à ditadura. A arte em geral, era uma ferramenta da indignação contra o sistema.

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