Este Blogger tem como objetivo ajudar o leitor a conhecer mais sobre a relação da história com a música, Pois através das características musicais como: harmonia, melodia, ritmo e alguns casos a letra,no caso da música popular, seremos capazes de identificar os aspectos culturais, sociais e políticos de cada era da história. Sejam bem vindos!
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sexta-feira, 16 de maio de 2014
Revolução Industrial
Os pontos de vista tecnológico e científico foram característicos para a arrancada inicial da Revolução Industrial, entretanto, a construção das ferrovias na Inglaterra, entre 1830 e 1850, foi um fator que levou a um grande aumento no desenvolvimento da economia britânica, uma vez que, as estradas de ferro serviam para a escoação dos excedentes produzidos, agilizando, assim, a exportação desses produtos.
Na manufatura a produção era essencialmente humana e individual, onde o produtor trabalhava conforme o seu tempo e a sua maneira, com o uso de ferramentas simples, nas quais era a própria extensão de seus dedos. A soma da inteligência, da força e a habilidade natural adquirida pelo homem era o fator que determinava a produção. A substituição dessas máquinas de tração humana ou animal pela máquina a vapor foi à essência da Revolução Industrial, uma vez que, modificou radicalmente o processo de produção. Esse novo processo exigiu que os trabalhadores se concentrassem num só lugar de trabalho, a fábrica, pela qual possuía um carácter de processo coletivo, meio mecânico e meio humano, criando, assim, um grau de divisão de trabalho jamais visto dentro de uma unidade de produção.
A aristocracia e os proprietários de terras britânicos foram poucos afetados pela Industrialização. Suas rendas aumentaram com a procura de produtos agrícolas, desenvolvimento de minas, forjas e estradas de ferro. Já a classe média vitoriosa foi beneficiada com a Revolução Industrial, no entanto, a classe dos pobres (trabalhadores em geral), foi submetida a uma condição sub- humana. A mão de obra, formada pela classe pobre eram chamados de proletariados e não possuíam qualquer fonte digna de renda, a não serem seus miseráveis salários recebidos por seu trabalho. Esses trabalhadores eram obrigados a seguirem uma rotina regular de trabalho, diferente da rotina que seguiam nas pré-indústrias, em que nem a experiência, nem a tradição e nem a sabedoria proporcionavam uma qualificação exigida por uma economia capitalista.
A Primeira consequência foi à inclusão de toda uma família operária, mulheres e crianças. A segunda consequência é refletida no processo do trabalho infantil e da preparação profissional dessas crianças, pelas quais, segundo a lei fabril de 1844, deveriam passar três horas por dia em escolas, para depois poderem empregar-se, entretanto, os certificados de frequência escolar eram subscritos com uma cruz, por professores e professoras que não sabiam nem escrever. Os inspetores de fábricas denunciavam essa situação lamentável, más eram obrigados a aceitarem esses certificados como legalmente válidos, A terceira consequência foi a da perca da intelectualidade das crianças, intelectualidade na qual, estava desaparecendo pouco a pouco, com a transformação dessas crianças em máquinas de fabricar, pois estas, mesmo sem intelectualidade não perdiam sua capacidade de desenvolvimento.
A máquina teve um poder transformador na estrutura social aprisionando e escravizando o próprio homem a uma ordem exterior a ele, sendo desenraizado, ou seja, arrancado da sua íntima relação com a natureza, pois a representação do tempo regido pela natureza é perdido nas jornadas rotineiras de trabalho, uma vez que, há um desajuste no tempo biológico do homem, dando a natureza o papel de dominadora sobre o homem criando uma concepção abstrata sobre o sentido do tempo.
sábado, 3 de maio de 2014
Relação do filme "Somos tão Jovens" com a vericidade dos fatos históricos
Esse filme é fiel a fonte apesar de faltar algumas partes importantes da história da banda, como as festas no atual " Pamonhas e Batatas" e, também, os pegas as corridas de carro na UNB, CASEB e na Curva do Diabo em Sobradinho DF.
Em 1983, no bar Taverna, ponto de encontro entre os Punks brasilienses, localizado em Brasília na SQS 103, Renato Manfredini Junior, um jovem professor de Inglês, se encontrou, por um acaso com André Pretrórios, filho de um embaixador americano, o rebelde da família, um Punk. Dessa amizade nasceu uma nova banda. Petrórios na guitarra, Renato no baixo, e Felipe Lemos na bateria. Nasce, então, o Aborto Elétrico (MUHSTEDT, 2011, Pág. 129). Depois de um briga de Renato com Lemos o Aborto Elétrico foi divido em duas bandas: Capital Inicial e Legião Urbana (DAPIEVE, 1995, Pág. 130). Renato Russo, mais tarde assim afamado, filho de um especialista em no estudo dos fenômenos econômicos com uma professora de Inglês, teve que mudar a formação da banda, uma vez que Pretrórios fora convocado pelo exército africano. Em 1983, Renato Russo alugou uma loja no Edifício Rádio Center, para ensaiar a nova configuração da banda já com Bonfá na bateria, Dado Vila Lobos na guitarra, Renato Negrete no baixo e Rento Russo nos vocal.
Muitas bandas rock brasileiro tiveram o Punk como inspiração (MUHSTEDT, 2011, Pág. 16). O movimento de punk de São Paulo era diferente do de Brasília. Os jovens de São Paulo não possuíam uma falta de acesso à diversão e à cultura, enquanto os jovens de Brasília em burgueses, com um alto poder aquisitivo, podendo, assim, ter acesso às informações com mais facilidade. O Punk de Brasília pode ser compreendido como viés de informação juvenil, um intercâmbio cultural (MUHSTEDT, 2011, Pág. 15). Muitos jovens que vivenciaram esse determinado momento dos anos de 1980. Muitos jovens foram explorados pela indústria cultural devido ao forte poder aquisitivo. Esses punks brasilienses, como todos outros do Brasil inteiro, protestavam contra o capitalismo, a polícia, a igreja, a família e o sistema.
quarta-feira, 30 de abril de 2014
A MÚSICA DENTRO DE UM CONTEXTO SOCIAL E POLÍTICO NO BRASIL NAS DÉCADAS DE 1970 E 1980.
Surgiram grupos de opositores à ditadura militar, um grupo de inconformados, que recusavam-se a participarem da vida em sociedade , do capitalismo, não passeavam em shoppings, costuravam suas próprias roupas , compravam produtos produzidos pelos Hippies, Buscavam inspirações na psicanálise, nas drogas e na vida em comunidades alternativas. A música e as drogas eram como símbolo desses grupos. Em seus protestos, defendiam o meio ambiente, o feminismo, a liberdade de expressão e tudo que fosse contra aos princípios da ditadura militar. Porém, qualquer movimento subversivo estava sujeito à uma resposta brutal e muitos sofreram vários tipos de agressões físicas por participarem desses tipos de movimentos. A classe média intelectualizada, mesmo sabendo dos riscos que corriam, sempre demonstrava oposição à ditadura. A arte em geral, era uma ferramenta da indignação contra o sistema.
Entre os artistas da Música Popular Brasileira, o músico Geraldo Vandré foi o que mais juntou opositores, citando, em seus shows, referências como: Nara Leão, Edu Lobo, Caetano Veloso, Gilberto Gil, entre outros. A maior parte das ocorrências registradas em informes e relatórios era feitos em shows chamados de “Circuito Universitário”, em 1971. Com o exílio de Geraldo Vandré, associado ás composições contra o sistema, o músico Chico Buarque acabava sendo um centro de união da oposição esquerdista. Se algum interrogado citasse o nome de Chico Buarque, já era considerado subversivo. Em qualquer evento de MPB era redobrada a atenção em cima da relação de shows com movimento estudantis, campanhas políticas e entidades de oposição, principalmente o Comitê Brasileiro de Anistia, comitê Brasil Democrático e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência. No final da década de 70, o movimento operário passou a ser mais uma preocupação com os canais de comunicação, pois assim como os eventos de MPB, eles reuniam simpatizantes da oposição.
Grupos da Classe Média se uniram em oposição à Ditadura Militar e muitos exerciam profissões como: advocacia, jornalismo, publicidade, professores universitários, artistas e profissionais liberais. Eram chamados de Classe Média Intelectualizada, onde tiveram uma participação significativa no conjunto dos movimentos de oposições. Tudo o que fosse publicado em jornal, composto e cantado, panfletos, assembléias e manifestações, que ferisse os princípios impostos pela ditadura, fazia parte do dia a dia da Classe Média Intelectualizada. Os movimentos dos agrupamentos de esquerda vão crescendo rapidamente e suas células se multiplicando para todo o Brasil. Existia muitos grupos como: Corrente Revolucionária de Minas Gerais, Partido Comunista Brasileiro, Ação Libertadora Nacional e a Vanguarda. As atividades desses grupos eram baseadas na clandestinidade e na conspiração. Contudo, queriam abater o regime pelo recrutamento de pessoas em ações de guerrilhas. Os anos de (1969-74) foram os anos de chumbo da ditadura.
Foi fechado temporariamente o Congresso, houve a segunda onda de cassação de mandatos e a suspensão de direitos políticos, o estabelecimento da censura à imprensa e as produções culturais, demissões nas universidades e o agravamento da violência repressiva contra grupos oposicionistas, armados ou não. (MORAIS, 2003, pág. 332)
Nesse contexto, surgiram, também, grupos de inconformados, que se recusavam a participarem da vida em sociedade, do capitalismo, não passeavam em shoppings, costuravam suas próprias roupas, compravam produtos produzidos pelos Hippies, Buscavam inspirações na psicanálise, nas drogas e na vida em comunidades alternativas. A música e as drogas eram como símbolo desses grupos. Em seus protestos, defendiam o meio ambiente, o feminismo, a liberdade de expressão e tudo que fosse contra aos princípios da ditadura militar. Porém, qualquer movimento subversivo estava sujeito à uma resposta brutal e muitos sofreram vários tipos de agressões físicas por participarem desses tipos de movimentos. A classe média intelectualizada, mesmo sabendo dos riscos que corriam, sempre demonstrava oposição à ditadura. A arte em geral, era uma ferramenta da indignação contra o sistema.
UMA BREVE HISTÓRIA DO ROCK NO CENÁRIO MUNDIAL
Diferentes conceitos sobre o rock são encontrados em diversas obras literárias. Friendlander trabalha coma à concepção de pop rock, baseando-se em dois conjuntos de caracteres particulares: as raízes musicais e poéticas da era clássica do rock e sua posição como um objeto de comércio que tem que se ajustar a indústria do disco. Nos primeiros trinta anos de rock foram criados numerosos estilos, nos quais receberam seus nomes baseado em suas raízes, características musicais, conteúdo das letras e a conexão existente entre a política e a cultura que os rodeavam.
A maioria das pessoas tem, em seu primeiro contato com o rock experiências de forma emocional e visceral. A música é aceita de forma imediata, contudo, existe uma grande variedade de conhecimento e sentimento, portanto, seu entendimento pessoal não segue um raciocínio lógico. Podemos, também, analisar a música com o propósito de recolher de informação sobre a mesma, afim de, aumentar o seu entendimento. Assim, o ouvinte desenvolve uma visão crítica sobre a essência da música, relacionando suas qualidades com o seu contexto social.
O rock estourou no cenário americano na metade dos anos 50, entretanto, sua ascensão musical pode ser assimilada, a alguns séculos anteriores , nos costumes musicais da África e da Europa. Em uma mesma música podemos ouvir os padrões de chamado-e-resposta provenientes de uma aldeia africana. (HOBSBAWM, 2004, pág.52). Esses padrões de chamado- e resposta, era encontrada, também no blues e na maior parte do jazz. Várias características musicais africanas como: a polifonia, a variação rítmica e a improvisação foram herdados pelos escravos que trouxeram consigo, instrumentos rítmicos, rítmicos melódicos, polifonia com timbre de vozes típicas da voz africana. Esses elementos africanos eram misturados com as harmonizações da música clássica da Europa do século XVIII. (FRIENDLANDER, 2010, pág. 23). Os africanos contribuíram para os estilos como o blues, o gospel, o jazz e o rhythm and blues juntarem com o country e o folk. Como resultado dessa soma nasceu o rock and roll.
Os jovens, em meados dos anos 50, tiveram a oportunidade de escutar um novo estilo comovente de música underground, chamada rock and roll. Estilo esse, se dividiu em duas gerações. A primeira foi predominada pela música negra, formada por Fats Domino, Chuck Berry, Litlle Richard e Bill Haley. Esses músicos ganharam destaque nas paradas de sucesso entre 1953 e 1955, época em que foram considerados os precursores do rock.
Já na segunda geração do rock clássico, conseguiram alcançar mais sucesso do que a primeira geração, estourando com Elvis Presley no início de 1956. Este grupo da segunda geração era formado por pessoas brancas, que tiveram influências musicais do pioneiro da música country: Hank Willians, e, subseqüentemente, do blues, rhythm and blues e, também, outras características da primeira geração do rock clássico. Seguindo o embalo do sucesso de Elvis, em 1957, surgiram Everly Brothers, Jerry Lee Lewis e Buddy Holly. Esta geração proporcionou ao rock and roll assumir o trono da música popular, com um estilo que era menos penetrante do que o da primeira geração. No entanto, pode se tratar de temas como o amor e a angústia dos jovens, foi exaltado e abraçado pela juventude da época. Em 1964, os americanos de depararam com o som dos Beatles, que possuía uma mistura de rock clássico, adicionados com toques de pop e rockabilly. (FRIENDLANDER, 2010, pág.24). A Inglaterra invadiu o cenário do rock com o The Rolling Stones, do Dave Clark Five e do The Who, entre outros que reascenderam o rock and roll na América.
O rock and roll desenvolveu-se a partir da evolução do rock clássico, e do resultado da soma de vários estilos diferentes. ( FRIENDLANDER, 2010, pág. 392). Baseado nos aspectos instrumentais das bandas, Friendlander classificou cada banda de acordo com a essência rítmica de cada estilo que compõe o rock and roll.
A configuração instrumental das bandas refletia isto: Little Richard e Fast Domino mantiveram a banda de R&B ( a essência da seção rítmica de uma banda de blues com bateria, baixo, guitarra e piano, mais saxofone); os Everly Brothers apresentavam uma banda country de cordas; os outros ficavam em um lugar entre estes dois. Berry, Elvis e Lewis utilizaram o núcleo básico e o enriqueciam, de vez em quando, com uma segunda guitarra. ( FRIENDLANDER, 2010, pág. 392).
A configuração que mais surpreendeu essa primeira fase do rock foi a de Holly, com o uso de duas guitarras, baixo e bateria. Esse formato influenciou novas bandas inglesas da segunda geração do rock. (FRIENDLANDER, 2010, pág. 392). Os Beatles, nos anos 60, por exemplo, inspiraram-se nos arranjos de Holly. Outras bandas fizeram apenas pequenas modificações nessa nova configuração, como os Stones, que escolheu por ter um vocalista solo e o The Who por retirar uma guitarra. Bandas como Creedence Clarwater Revivel, Byrds, Big Brother com Janis Joplin, Aerosmith e Kiss seguiram na integra o novo formato instrumental das músicas de Holly durante os primeiros vinte e cinco anos do rock and roll. (FRIENDLANDER, 2010, pág.392).
Em 1964, o The Who apresentou aos roqueiros o Power trio, que foi considerada pelo autor como a grande terceira configuração instrumental de bandas de rock. A banda Cream, Jimi Hendrix e o Led Zeppelin são exemplos de bandas que se basearam nesse novo formato. Geralmente o power trio era composto por três integrantes, más em alguns casos era adicionado um vocalista solo. (FRIENDLANDER, 2010, pág.392).
Essas novas experiências musicais não basearam-se apenas na invoção do uso de instrumentos musicais, más também, no desenvolvimento da tecnologia de estúdio.
No final dos anos 60, a gravação em oito e dezesseis canais ( incluindo os complexos processos de mixagens) e os recursos de efeitos como o ecos, distorções e feedbacks acarretaram uma nova dimensão de manipulação de som no processo artístico. Os artistas aprenderam a tocar o estúdio da mesma forma como a um instrumento. ( FRIENDLANDER, 2010, pág. 393).
A configuração das funções instrumentais expandiram-se com o uso de instrumentos pertencentes à outros estilos e com o desenvolvimento da tecnologia. No entanto, nas primeiras três décadas do rock, o vocal ficou confinado à poucas mudanças. Os fortes gemidos de Robert Plant e a voz rasgada de Jonhny Rotten, dos Sex Pistols, foram as duas maiores digressões estilísticas no vocal. (FRIENDLANDER, 2010, pág. 394).
Outra grande e importante inovação estilística no rock and roll, segundo Friendlander, foi o aumento da duração e complexidade dos solos de guitarra. Essa inovação chamou a atenção dos roqueiros, que começaram a assistir aos shows e comprar discos com maior frequência, simplesmente para ouvir esses guitarristas fazendo seus longos improvisos de solos de guitarra. ( FRIENDLANDER, 2010, pág. 394). As bandas Cream e Experience destacaram-se nessa configuração instrumental.
Os solos de guitarra na era clássica do rock começaram com a síntese de elementos do blues e do country. A fusão inovadora de Chuck Berry teve um grande impacto em muitos guitarristas dos anos 60, entre eles Eric Clapton, George Harrison e Kkeith Richards, que apontou Berry como sua principal influência estilística. (FRIENDLANDER, 2010, pág. 395).
Diferentes conceitos sobre o rock são encontrados em diversas obras literárias. Friendlander, trabalha coma à concepção de pop rock, baseando-se em dois conjuntos de caracteres particulares: as raízes musicais e poéticas da era clássica do rock e sua posição como um objeto de comércio que tem que se ajustar à industria do disco. Nos primeiros trinta anos de rock foram criados numerosos estilos, nos quais receberam seus nomes baseado em suas raízes, características musicais, conteúdo das letras e a conexão existente entre a política e a cultura que os rodeavam.
A maioria das pessoas tem, em seu primeiro contato com o rock experiências de forma emocional e visceral. A música é aceita de forma imediata, contudo, existe uma grande variedade de conhecimento e sentimento, portanto, seu entendimento pessoal não segue um raciocínio lógico. Podemos, também, analisar a música com o propósito de recolher de informação sobre a mesma, afim de, aumentar o seu entendimento. Assim, o ouvinte desenvolve uma visão crítica sobre a essência da música, relacionando suas qualidades com o seu contexto social.
Friendlander criou um método chamado de “Janela do Rock” afim de, organizar as variadas informações sobre uma canção. Esse esquema é uma forma de recolher as informações sobre a música, letra, artista, atitude.
Os elementos da música são divididos em: Instrumentos musicais presentes, compasso dominante, arranjo vocal, solo instrumental e estrutura harmônica. Sobre
elementos da letra temos: Os principais temas da canção e sua história.
Dentro desses temas são sugeridos alguns por Friendlander, são eles: amor romântico, sexo, alienação, justiça/injustiça, introspecção, mensagens culturais e subliminares, entre outros.
No histórico dos artistas, os elementos mais importantes baseiam-se na história pessoa e na carreira de cada artista. Essa informação aparece separada em três áreas: condições psicológicas, social e econômica durante a adolescência, história musical e fatos importantes da carreira.
Os elementos do contexto social também pode ser divididos em três áreas: Cultura dos jovens e a sua participação na sociedade, movimento políticos e culturais e o desenvolvimento da indústria musical em cada tempo atual.
Os elementos da atitude se referem às performances ao vivo dos artistas e o seu comportamento em público.
No começo dos anos 70, o público do rock envelheceu. Surgiu uma nova geração que pesquisava sons diferentes das gerações anteriores. Apareceram novos artistas, cantores e compositores, como Elton John, Paul Simon e Neil Young. A medida que, os anos se passavam, a tecnologia de gravação ia se sofisticando. Se a gravação não fosse realizada num estúdio de última geração e se todas as notas não fossem trabalhadas até atingirem a perfeição na gravação, certamente não seria divulgado nos principais programas de rádio.
Em protesto contra essa era pop sofisticado, surgiu a música punk no cenário britânico, em 1970. (FRIENDLANDER, 2010, pág.352). Os punks tentavam ofender a todos vestindo roupas rasgadas e tocando suas músicas violentas e cruas. Protestavam contra a sociedade, o capitalismo, a igreja, a família e a massificação da cultura pela mídia.
O punk foi um estilo diferente que se espalhou, rapidamente entre os artistas ( FRIENDLANDER, 2010, pág. 352). O ritmo da música Punk era muito agitado para toda a banda e as melodias eram interpretadas por vocalistas que não apresentavam formação em canto, suas letras eram protestos contra a sociedade e o poder do Estado. Bandas como “Sex Pistols”, “The Clash”, e “Ramones”, são precursores do punk rock.
O estilo ( roupas e comportamentos), a música, a visão de mundo e a atitude tiveram suas origens dos dois lados do Atlântico. De um lado, os grupos americanos inspiraram-se nas atitudes de alguns roqueiros dos anos 60 como Iggy Pop, que , quando se apresentava com sua banda começava a cuspir na platéia , começava e enxingá-los, e se jogava do palco, por exemplo. Outro exemplo é os roqueiros dos “Stooges”, de Michigan. Tocavam músicas simples, mais com muito entusiasmo e ousadia, e, em, algumas faixas de suas primeiras gravações, soavam, de maneira extraordinária, como o punk dos anos 70. (FRIENDLANDER, 2010, pág. 352).
Nos anos 70, o punk se opunha ao cenário do pop-rock de estúdio, no qual dominavam as paradas. Cantores como Elton jonh, Led Zeppelin, Chicago e Abba tinham grandes produções e, para os punks, essas superproduções tinham perdido o contato com a música e seu significado. (FRIENDLANDER, 2010, pág. 355). O punk também era contra aos gigantes da indústria musical e da forma de como eles guiavam seus negócios. Foram criados pequenos selos musicais, que, inicialmente, distribuía os discos em brechós, uma pequena rede alternativa.
O empresário Malcon McLaren, junto à estilista Viviane Westwood, criou a “Sex”, uma loja onde os músicos e os futuros músicos da época, podiam comprar de tudo que tivesse na moda underground, como camisetas rasgadas e calças de couro. O próprio nome da loja era provocativo e as roupas da estilista causavam certo desconforto nas pessoas mais antigas da sociedade. ( FRIENDLAND, 2010, pág.355). A Sex não era somente uma loja, era, também um palco, onde a maioria dos funcionários e clientes eram músicos. Muitas bandas foram produzidas por McLaren como os Sex Pistols, por exemplo.
A banda “Sex Pistols” foi a mais importante para o crescimento e evolução do punk rock. ( MILANI, pág.4). Seus atos, de cuspir na platéia e exingá-los ou até me mesmo de se autodestruírem cortando-se com lâminas, fizeram com que fossem bastante divulgados pela mídia.
A ascensão do punk rock em 1976, teve nos Sex Pistols seu expoente mais importante. Bandas foram formadas por ex-pub rockers e jovens que passavam a maior parte do seu tempo nas ruas e que viram no punk oportunidade de se expressar apesar da mínima proficiência musical. (FRIENDLANDER, 2010, pág. 356)
Contudo, esse comportamento agressivo de bandas punks nos palcos, refletiu, diretamente, nas atitudes do público e as brigas começaram a acontecer com freqüência nos shows. Outras reações do público, também influenciadas pela postura das bandas punks, apareceram em forma de danças. Os jovens da platéia entravam na pista de dança e começavam a trocar socos e empurrões entre si. (FRIENDLANDER, 2010, pág.357).
Outras reações a exortações provenientes da música e do palco vieram na forma de dança, ou o que Robert Christgau chamou de “porrada voadora”. Com o ethos machista da classe trabalhadora, os jovens da platéia se lançavam na pista de dança, parando a cada quatro ou cinco minutos para uma troca de socos rápida com seus companheiros punks. Outros praticavam o pogo, uma dança introduzida pelo amigo de Rotten , John Beverly ( que logo mudaria seu nome para Sid Vicious) num show no Manchester Free Trade Hall em julho de 1976. Os dançarinos suados ficavam pulando e saltando, como bonecos de mola, enquanto empurravam uns aos outros com um deleite sinistro. (FRIENDLANDER, 2010, pág. 357).
No mesmo período em que o fenômeno Sex Pistols se expandia na Inglaterra e no mundo , o Brasil encontrava-se sobre um regime de ditadura militar, onde a censura influenciava profundamente a cultura. Por isso a ideologia punk entrou de forma tímida no país, má não tardia. (MILANI, 2011, pág.05).
Brasília, segundo Milani, talvez tenha sido o lugar onde houve um maior contato com a cultura punk estrangeira, no entanto, foi na Grande São Paulo o lugar do país que abrigou um significativo número de seguidores do movimento punk.
No Brasil da década de 80, pequenos grupos de adolescentes começaram a imitar as roupas e atitudes dos Punks ingleses, no entanto, não aceitavam música Punk, pois consideravam sua estrutura muito simples de ser tocada. O ritmo da música Punk era considerado agitado para toda a banda e as melodias eram interpretadas por vocalistas que não apresentavam formação em canto, suas letras eram protestos contra a sociedade e o poder do Estado. Bandas como “Sex Pistols”, “The Clash”, e “Ramones”, serviram como inspiração para as primeiras bandas em São Paulo e conseqüentemente no grande ABC. Grupos como “Ratos de Porão”, “Cólera”, “Inocentes” e “Garotos Podres”, transpareciam em suas letras, uma total indignação com a ditadura militar no Brasil, com o golpe militar de 1968, o sistema governamental, o capitalismo e a luta pela igualdade social, características essas totalmente “Punk” e seguidas, também, pela banda Titãs, quando gravaram o disco “ Cabeça Dinossauro em 1986. (Revista Bizz, 1988, pág.3).
terça-feira, 29 de abril de 2014
MÚSICA E CONTESTAÇÃO NO MOVIMENTO ROCK DO BRASIL DA DÉCADA DE 80: Uma Análise da Trajetória da Banda Titãs (1980 – 1988).
Dentro de um ponto de vista social, político e econômico, a década de 1980, é marcada pelos últimos momentos do regime militar. No fim da década de 1970, esse regime já dava sinais de esgotamento. ( MUHLSTEDI, 2011, pág. 11). Em 1978, cresce o número de movimentos opositores ao regime militar. Através de atos públicos, manifestações de esquerda luta por democracia, anistia, e, também, lutavam por uma assembléia constituinte. Na região do ABC paulista, cem mil operários de várias fábricas fizeram greves por aumento salariais e pela liberdade de organização. ( MUHSTEDT, 2011, Pág. 4). Houve repressão, por parte da polícia e do exército, tanto nessa primeira greve, quanto na segunda, quando, aproximadamente, mil e quinhentos trabalhadores metalúrgicos, cruzaram os braços ,paralisando totalmente os seus serviços por quarenta e um dias em São Paulo.
Em meados de 1980, o rock brasileiro transformou-se na arte mais consumida entre o público brasileiro, pois teve uma significativa aprovação. A partir de 1985, o rock brasileiro ganha força com a primeira edição do Rock in Rio, em 1985. Esse gênero musical foi considerado como o principal do país, e tem como componentes estruturais: o Punk Rock, a Tropicália, o Blues, entre outros.
A banda Titãs nasceu no final da década de 70, época em que a maioria dos músicos ainda cursavam o antigo segundo grau ( colegial), no Colégio Equipe , em São Paulo. “Células formadoras da banda apareceram de repente, em meio à uma agitação cultural promovida pelos estudantes, “Revista Bizz, 1988, pág.3”. O Trio Mamão era um deles, era formado por Marcelo Fromer, Toni Belloto e Branco Mello. Havia também uma banda de Reggae, “ Os Camarões”, liderada por Nando Reis. Em outra turma estavam Arnaldo Antunes e Paulo Miklos, que acabariam completando essa banda performática e a maior de todos os tempos. Tiveram sua primeira reunião em 1982, ainda com o nome de Titãs do Iê Iê Iê, e além dos cinco integrantes citados a cima entraram: Sérgio Brito, André Jung e Ciro Pessoa. A estréia do grupo foi no SESC Pompéia, em São Paulo, e a primeira reação do público, com relação ao grupo, foi de estranheza, pois se deparam com uma banda em que os músicos usavam ternos coloridos, sapatos pretos, cortes de cabelos diferentes, além do inusitado desempenho nos palcos, característica, pela qual, contribuiu para fortalecer o efeito visual. Como “Titãs do Iê Iê Iê”, eles ofereceram, em seu repertório, uma releitura irreverente da Jovem Guarda, atacando com novas versões músicas como: “O Feio” ( sucesso de Roberto Carlos), tal como outros estilos como o Reggae, Beatles e até mesmo jingles, como : “A Pulguinha Dançando Iê Iê Iê”.
A trajetória de sucesso da banda Titãs, iniciou-se quando uma da suas fitas demos foi ouvida por Pena Schimidt, olheiro da Waner de São Paulo. Quando o presidente da gravadora W.E.A ouviu a fita, decidiu fechar um contrato com a banda, em 1984.
Ao assumirem com a gravadora W.E.A, os Titãs gravarem seu primeiro disco “Sonífera Ilha”, que fez o grupo ficar com a marca de brega. ( MUHLSTEDI, 2011, pág. 22 ). O lançamento do disco, foi primeiro com dois shows no Morro da Urca (Rio de Janeiro), onde foram muito vaiados. O Rio de Janeiro se opôs ao trabalho do grupo, porque, Marcelo, Tony, Arnaldo, Branco, Paulo, Nando, Sérgio e André eram considerados paulistanos demais, muito distante do Ultraje a Rigor, uma banda conterrânea e já assimilada nacionalmente. (DAPIEVE, 1995, pág.94). Os Titãs ficaram mais conhecidos na periferia do Rio de Janeiro, devido às várias aparições no “Cassino da Chacrinha”. A consolidação do sucesso dos Titãs, no Rio de Janeiro, só aconteceria a quase três anos depois. Pelo contrário, na cidade natal, o quadro era outro. O público se firmou com a banda, e, oficialmente, foi lançado, na danceteria Tífon, em 22 de agosto de 1984.
Com uma nova formação, em 1985, os Titãs gravaram o seu segundo LP “Televisão, no qual suas músicas foram responsáveis pela divulgação do trabalho dos Titãs. (DAPIEVE, 1995, pág.94). O disco foi gravado no estúdio Transamérica, em São Paulo e teve como produtor o cantor Lulu Santos, direção artística de Liminha e a produção executiva de Pena Schmidt. (DAPIEVE, 1995, pág. 94). Como a gravação e as mixagens foram realizadas às pressas, houve conflitos de Lulu Santos com a gravadora e também com alguns integrantes da banda. Em fim, o disco” Televisão”, vendeu quase o dobro do primeiro disco, chegando às lojas em junho do mesmo ano. Os Hits “Invisível e “ Televisão” destacaram-se nessa produção.( MUHLSTEDI, 2011, pág. 24).
Depois de viajar por longo circuito underground paulista e carioca, os Titãs, já sem o Iê Iê Iê e com um integrante a menos, (Ciro Pessoa), entregaram uma fita demo pra a gravadora WEA, que contratou esses meninos e os produziu por três anos. O primeiro LP do grupo contem todas as referências dessa primeira fase: A música New Wave, o Funk e o Reggae, incluindo uma versão para “The Harder They Come” de Jimmy Cliff, renomeada como “Querem meu Sangue”, estoura nas rádios, de modo que, outros grupos de rock nacional cariocas que também agitavam o público ouvinte: “O grupo aproveita a onda em torno da música e passa a frequentar assiduamente os programas de auditório, para os quais, reservaram coreografias especiais (“REVISTA BIZZ, 1987, pág. 4”). Com esse trabalho, foram rotulados de New Brega, e receberam vários elogios quando começaram a apresentarem em programas de auditório, onde causaram uma total revolução, com seus estranhos visuais e diferentes desempenhos nos palcos.
No final de 1984, André Jung deixa o grupo e em seu lugar entra Charles Gavin ( Ex Ira) e na sequência, Nando Reis assume de vez o baixo, deixando de lado o “ Sossega Leão”, um trabalho que vinha desenvolvendo a algum tempo, grupo pelo qual, era especializado em ritmos do Caribe, liderado por “Scowa”, com participação de Nando Reis, como convidado do disco lançado em 1985. Foi com essa formação que os Titãs gravaram o segundo LP, produzido por Lulu Santos. A agressividade disfarçada aprece em músicas como “Televisão, o Funk “Pavimentação” e, principalmente, na música “ Massacre”, que narra a história da reportagem de um genocídio de vários pintos numa granja, reportagem essa que tinha sido apresentada no Jornal Nacional da TV Globo (“REVISTA BIZZ, 1987, pág. 3”).
As constantes trocas de vocalistas e a variedade do som da banda foram notadas pela crítica e pelo público. Eles se consideravam várias bandas dentro de um elemento único sonoro sendo cada um deles diferentes uns dos ouros. As respostas de como eles conseguiram conciliar oito compositores e cinco vocalistas numa mesma banda vieram com a gravação do terceiro disco: “Cabeça Dinossauro”, que será o foco de análise neste projeto.
No dia 13 de Novembro de 1985, uma notícia mudou de vez o destino da banda. Toni Belloto e Arnaldo Antunes foram presos com Heroína e Arnaldo Antunes foi acusado de tráfico por portar 128 mg e por ter vendido 30mg a Toni. Ambos permaneceram detidos 26 dias e condenados a três anos de prisão domiciliar. Esse acontecimento permitiu que a imprensa fizesse vários ataques ao grupo. A resposta veio em forma de música, com o título de “Estado Violência”, na qual o grupo demonstrou total revolta contra o sistema governamental da época. As baladas românticas e as músicas bregas transformaram-se na agressividade inspirada pelo Movimento Punk. O disco “Cabeça Dinossauro” foi muito criticado pelas rádios e a crítica foi bastante severa com o grupo, no entanto, o disco bateu recorde de vendas em todo o País. Em seus shows as canções do novo álbum eram cantadas, aliás, gritadas pelo público, antes mesmo de serem divulgadas pela TV ou pelos rádios ( REVISTA BIZZ, 1987, pág.05).
Em 1987, é gravado mais um disco: “Jesus não tem dentes no país dos banguelas. No ano seguinte gravaram um disco ao vivo no palco do Festival de Montreux, na Suíça. (DAPIEVE, 1995, PÁG. 102). Nesse disco, batizado de “Go Back”, não foi gravada nenhuma canção nova. O disco vendeu mais de trezentas e vinte mil cópias e iniciou a carreira internacional do grupo, que além da Europa fez shows nos Estados Unidos.( MUSHLSTEDT, 2004, pág. 23). Sua discografia é composta por quinze discos e o último ano que gravaram foi em 2003.
Com relação a discografia dos Titãs temos a seguinte ordem: Titãs ( WEA, 1984, Televisão ( WEA, 1985), Cabeça Dinossauro (WEA,1986), Jesus não tem dente no país dos banguelas ( WEA,1987), Go Back (1988), O blésk blom ( WEA,1989), Tudo ao mesmo tempo agora (WEA,1991), Titanomaquia (WEA,1993), Domingo ( WEA, 1996), Acústico MTV ( WEA,1997), Volume II ( WEA, 1998), A melhor banda de todos os tempos da última semana (ABRIL,2001), Como estão vocês? (BMG, 2003)
Os anos 80 estavam cheios de bandas de estilos diferentes, espalhados em todas as estações de rádios do país. Grandes grupos de Rock como “Rolling Stones”, “Led Zeppelin”, “Paul Marcatney”, “Doobie Brothers” e “Rod Stewart” eram tocados com freqüência nas rádios voltadas para o rock.
A grande sensação da música New Wave era a união da música áudio com o vídeo, seguindo essa linha nasceu a MTV ( music television) em 1º de Agosto de 1981, época em que as vendas de discos estavam caindo e a união da Warner Bross com a American Express, resultou na criação de um canal de televisão a cabo 24 horas no ar, transmitindo vídeos clipes para um público jovem. Nos primeiros anos, a MTV perdeu muito dinheiro com gastos em cabos de energia, pois os clipes eram gravados em grandes nas grandes cidades como Nova Yorq e Los Angeles, e , portanto, não possuíam cabos de energia necessários para as suas produções. No entanto, depois de alguns anos, esses problemas foram resolvidos e a MTV atingiu um verdadeiro sucesso o que agravou de vez a música popular. Vídeos. A MTV apresentava aos seus expectadores uma série de músicas “New Wave”, entretanto, as rádios afrontavam a MTV com ameaças e , também, faziam de tudo para mudar esse novo formato. Grupos como “Men at Work”, que alcançaram o primeiro lugar nas paradas com dois singles , não tiveram execuções significativas nas rádios, porem, a MTV estava, constantemente, executando os vídeos da banda. Aparecer na MTV, foi sinônimo de venda de discos, promoções dos artistas desconhecidos e, a partir de 1984, a MTV começou a cobrar a exibição dos vídeos das gravadoras. Isso serviu de impulso para que os músicos expandissem sua arte em uma dimensão áudio e visual, servindo como um veículo promocional para às gravadoras, que, logo em seguida, perceberam que os vídeo clipe seria um ótimo canal de divulgação de seus artistas. Assim as gravadoras começaram a contratar, para as suas produções, diretores de cinema, de televisão e artistas importantes, afim de, aumentarem a popularidade dos vídeos. No entanto, tinha um alto gasto para produzi-los, por isso , as gravadoras que não tinham dinheiro para investir nas suas produções, acabavam sendo fracas concorrentes no mercado da música, caindo, assim, para o segundo plano.
A MTV também foi alvo de acusações da prática do racismo, uma vez que, não havia apresentações de artistas afro-americanos. Os vídeos clipes da MTV tiveram uma repercussão em vários países da Europa e da Ásia, pois esse novo formato, era uma ferramenta essencial na divulgação de artistas e, portanto, as grandes gravadoras começaram a lançar novos vídeos no mercado, aumentando , assim, seu patrimônio financeiro. Nasce, então, a segunda geração da MTV.
No Brasil o vídeo clipe existiu desde os anos 70, porém, foram nas décadas de 80 e 90 que se consolidou na televisão brasileira. O programa Fantástico, da Rede Globo, foi um grande produtor de vídeos clipes e também de entrevistas com os artistas. Com essa revolução do vídeo clipe o rock nacional ampliou-se até tornar um produto significativo da indústria fonográfica brasileira da década de 80, apresentando uma grande aceitação do público. Nesse contexto, surgiram, no Rio de Janeiro, rádios especializadas em rock, como a Rádio Fluminense FM, entre outras que contribuíram para a realização de grandes eventos, como o “Rock in Rio” em 1985. O Rock Nacional conquistou grandes espaços na televisão, em programas destinados a jovens como o Cassino do Chacrinha, da TV Globo.
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