Este Blogger tem como objetivo ajudar o leitor a conhecer mais sobre a relação da história com a música, Pois através das características musicais como: harmonia, melodia, ritmo e alguns casos a letra,no caso da música popular, seremos capazes de identificar os aspectos culturais, sociais e políticos de cada era da história. Sejam bem vindos!
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quarta-feira, 30 de abril de 2014
UMA BREVE HISTÓRIA DO ROCK NO CENÁRIO MUNDIAL
Diferentes conceitos sobre o rock são encontrados em diversas obras literárias. Friendlander trabalha coma à concepção de pop rock, baseando-se em dois conjuntos de caracteres particulares: as raízes musicais e poéticas da era clássica do rock e sua posição como um objeto de comércio que tem que se ajustar a indústria do disco. Nos primeiros trinta anos de rock foram criados numerosos estilos, nos quais receberam seus nomes baseado em suas raízes, características musicais, conteúdo das letras e a conexão existente entre a política e a cultura que os rodeavam.
A maioria das pessoas tem, em seu primeiro contato com o rock experiências de forma emocional e visceral. A música é aceita de forma imediata, contudo, existe uma grande variedade de conhecimento e sentimento, portanto, seu entendimento pessoal não segue um raciocínio lógico. Podemos, também, analisar a música com o propósito de recolher de informação sobre a mesma, afim de, aumentar o seu entendimento. Assim, o ouvinte desenvolve uma visão crítica sobre a essência da música, relacionando suas qualidades com o seu contexto social.
O rock estourou no cenário americano na metade dos anos 50, entretanto, sua ascensão musical pode ser assimilada, a alguns séculos anteriores , nos costumes musicais da África e da Europa. Em uma mesma música podemos ouvir os padrões de chamado-e-resposta provenientes de uma aldeia africana. (HOBSBAWM, 2004, pág.52). Esses padrões de chamado- e resposta, era encontrada, também no blues e na maior parte do jazz. Várias características musicais africanas como: a polifonia, a variação rítmica e a improvisação foram herdados pelos escravos que trouxeram consigo, instrumentos rítmicos, rítmicos melódicos, polifonia com timbre de vozes típicas da voz africana. Esses elementos africanos eram misturados com as harmonizações da música clássica da Europa do século XVIII. (FRIENDLANDER, 2010, pág. 23). Os africanos contribuíram para os estilos como o blues, o gospel, o jazz e o rhythm and blues juntarem com o country e o folk. Como resultado dessa soma nasceu o rock and roll.
Os jovens, em meados dos anos 50, tiveram a oportunidade de escutar um novo estilo comovente de música underground, chamada rock and roll. Estilo esse, se dividiu em duas gerações. A primeira foi predominada pela música negra, formada por Fats Domino, Chuck Berry, Litlle Richard e Bill Haley. Esses músicos ganharam destaque nas paradas de sucesso entre 1953 e 1955, época em que foram considerados os precursores do rock.
Já na segunda geração do rock clássico, conseguiram alcançar mais sucesso do que a primeira geração, estourando com Elvis Presley no início de 1956. Este grupo da segunda geração era formado por pessoas brancas, que tiveram influências musicais do pioneiro da música country: Hank Willians, e, subseqüentemente, do blues, rhythm and blues e, também, outras características da primeira geração do rock clássico. Seguindo o embalo do sucesso de Elvis, em 1957, surgiram Everly Brothers, Jerry Lee Lewis e Buddy Holly. Esta geração proporcionou ao rock and roll assumir o trono da música popular, com um estilo que era menos penetrante do que o da primeira geração. No entanto, pode se tratar de temas como o amor e a angústia dos jovens, foi exaltado e abraçado pela juventude da época. Em 1964, os americanos de depararam com o som dos Beatles, que possuía uma mistura de rock clássico, adicionados com toques de pop e rockabilly. (FRIENDLANDER, 2010, pág.24). A Inglaterra invadiu o cenário do rock com o The Rolling Stones, do Dave Clark Five e do The Who, entre outros que reascenderam o rock and roll na América.
O rock and roll desenvolveu-se a partir da evolução do rock clássico, e do resultado da soma de vários estilos diferentes. ( FRIENDLANDER, 2010, pág. 392). Baseado nos aspectos instrumentais das bandas, Friendlander classificou cada banda de acordo com a essência rítmica de cada estilo que compõe o rock and roll.
A configuração instrumental das bandas refletia isto: Little Richard e Fast Domino mantiveram a banda de R&B ( a essência da seção rítmica de uma banda de blues com bateria, baixo, guitarra e piano, mais saxofone); os Everly Brothers apresentavam uma banda country de cordas; os outros ficavam em um lugar entre estes dois. Berry, Elvis e Lewis utilizaram o núcleo básico e o enriqueciam, de vez em quando, com uma segunda guitarra. ( FRIENDLANDER, 2010, pág. 392).
A configuração que mais surpreendeu essa primeira fase do rock foi a de Holly, com o uso de duas guitarras, baixo e bateria. Esse formato influenciou novas bandas inglesas da segunda geração do rock. (FRIENDLANDER, 2010, pág. 392). Os Beatles, nos anos 60, por exemplo, inspiraram-se nos arranjos de Holly. Outras bandas fizeram apenas pequenas modificações nessa nova configuração, como os Stones, que escolheu por ter um vocalista solo e o The Who por retirar uma guitarra. Bandas como Creedence Clarwater Revivel, Byrds, Big Brother com Janis Joplin, Aerosmith e Kiss seguiram na integra o novo formato instrumental das músicas de Holly durante os primeiros vinte e cinco anos do rock and roll. (FRIENDLANDER, 2010, pág.392).
Em 1964, o The Who apresentou aos roqueiros o Power trio, que foi considerada pelo autor como a grande terceira configuração instrumental de bandas de rock. A banda Cream, Jimi Hendrix e o Led Zeppelin são exemplos de bandas que se basearam nesse novo formato. Geralmente o power trio era composto por três integrantes, más em alguns casos era adicionado um vocalista solo. (FRIENDLANDER, 2010, pág.392).
Essas novas experiências musicais não basearam-se apenas na invoção do uso de instrumentos musicais, más também, no desenvolvimento da tecnologia de estúdio.
No final dos anos 60, a gravação em oito e dezesseis canais ( incluindo os complexos processos de mixagens) e os recursos de efeitos como o ecos, distorções e feedbacks acarretaram uma nova dimensão de manipulação de som no processo artístico. Os artistas aprenderam a tocar o estúdio da mesma forma como a um instrumento. ( FRIENDLANDER, 2010, pág. 393).
A configuração das funções instrumentais expandiram-se com o uso de instrumentos pertencentes à outros estilos e com o desenvolvimento da tecnologia. No entanto, nas primeiras três décadas do rock, o vocal ficou confinado à poucas mudanças. Os fortes gemidos de Robert Plant e a voz rasgada de Jonhny Rotten, dos Sex Pistols, foram as duas maiores digressões estilísticas no vocal. (FRIENDLANDER, 2010, pág. 394).
Outra grande e importante inovação estilística no rock and roll, segundo Friendlander, foi o aumento da duração e complexidade dos solos de guitarra. Essa inovação chamou a atenção dos roqueiros, que começaram a assistir aos shows e comprar discos com maior frequência, simplesmente para ouvir esses guitarristas fazendo seus longos improvisos de solos de guitarra. ( FRIENDLANDER, 2010, pág. 394). As bandas Cream e Experience destacaram-se nessa configuração instrumental.
Os solos de guitarra na era clássica do rock começaram com a síntese de elementos do blues e do country. A fusão inovadora de Chuck Berry teve um grande impacto em muitos guitarristas dos anos 60, entre eles Eric Clapton, George Harrison e Kkeith Richards, que apontou Berry como sua principal influência estilística. (FRIENDLANDER, 2010, pág. 395).
Diferentes conceitos sobre o rock são encontrados em diversas obras literárias. Friendlander, trabalha coma à concepção de pop rock, baseando-se em dois conjuntos de caracteres particulares: as raízes musicais e poéticas da era clássica do rock e sua posição como um objeto de comércio que tem que se ajustar à industria do disco. Nos primeiros trinta anos de rock foram criados numerosos estilos, nos quais receberam seus nomes baseado em suas raízes, características musicais, conteúdo das letras e a conexão existente entre a política e a cultura que os rodeavam.
A maioria das pessoas tem, em seu primeiro contato com o rock experiências de forma emocional e visceral. A música é aceita de forma imediata, contudo, existe uma grande variedade de conhecimento e sentimento, portanto, seu entendimento pessoal não segue um raciocínio lógico. Podemos, também, analisar a música com o propósito de recolher de informação sobre a mesma, afim de, aumentar o seu entendimento. Assim, o ouvinte desenvolve uma visão crítica sobre a essência da música, relacionando suas qualidades com o seu contexto social.
Friendlander criou um método chamado de “Janela do Rock” afim de, organizar as variadas informações sobre uma canção. Esse esquema é uma forma de recolher as informações sobre a música, letra, artista, atitude.
Os elementos da música são divididos em: Instrumentos musicais presentes, compasso dominante, arranjo vocal, solo instrumental e estrutura harmônica. Sobre
elementos da letra temos: Os principais temas da canção e sua história.
Dentro desses temas são sugeridos alguns por Friendlander, são eles: amor romântico, sexo, alienação, justiça/injustiça, introspecção, mensagens culturais e subliminares, entre outros.
No histórico dos artistas, os elementos mais importantes baseiam-se na história pessoa e na carreira de cada artista. Essa informação aparece separada em três áreas: condições psicológicas, social e econômica durante a adolescência, história musical e fatos importantes da carreira.
Os elementos do contexto social também pode ser divididos em três áreas: Cultura dos jovens e a sua participação na sociedade, movimento políticos e culturais e o desenvolvimento da indústria musical em cada tempo atual.
Os elementos da atitude se referem às performances ao vivo dos artistas e o seu comportamento em público.
No começo dos anos 70, o público do rock envelheceu. Surgiu uma nova geração que pesquisava sons diferentes das gerações anteriores. Apareceram novos artistas, cantores e compositores, como Elton John, Paul Simon e Neil Young. A medida que, os anos se passavam, a tecnologia de gravação ia se sofisticando. Se a gravação não fosse realizada num estúdio de última geração e se todas as notas não fossem trabalhadas até atingirem a perfeição na gravação, certamente não seria divulgado nos principais programas de rádio.
Em protesto contra essa era pop sofisticado, surgiu a música punk no cenário britânico, em 1970. (FRIENDLANDER, 2010, pág.352). Os punks tentavam ofender a todos vestindo roupas rasgadas e tocando suas músicas violentas e cruas. Protestavam contra a sociedade, o capitalismo, a igreja, a família e a massificação da cultura pela mídia.
O punk foi um estilo diferente que se espalhou, rapidamente entre os artistas ( FRIENDLANDER, 2010, pág. 352). O ritmo da música Punk era muito agitado para toda a banda e as melodias eram interpretadas por vocalistas que não apresentavam formação em canto, suas letras eram protestos contra a sociedade e o poder do Estado. Bandas como “Sex Pistols”, “The Clash”, e “Ramones”, são precursores do punk rock.
O estilo ( roupas e comportamentos), a música, a visão de mundo e a atitude tiveram suas origens dos dois lados do Atlântico. De um lado, os grupos americanos inspiraram-se nas atitudes de alguns roqueiros dos anos 60 como Iggy Pop, que , quando se apresentava com sua banda começava a cuspir na platéia , começava e enxingá-los, e se jogava do palco, por exemplo. Outro exemplo é os roqueiros dos “Stooges”, de Michigan. Tocavam músicas simples, mais com muito entusiasmo e ousadia, e, em, algumas faixas de suas primeiras gravações, soavam, de maneira extraordinária, como o punk dos anos 70. (FRIENDLANDER, 2010, pág. 352).
Nos anos 70, o punk se opunha ao cenário do pop-rock de estúdio, no qual dominavam as paradas. Cantores como Elton jonh, Led Zeppelin, Chicago e Abba tinham grandes produções e, para os punks, essas superproduções tinham perdido o contato com a música e seu significado. (FRIENDLANDER, 2010, pág. 355). O punk também era contra aos gigantes da indústria musical e da forma de como eles guiavam seus negócios. Foram criados pequenos selos musicais, que, inicialmente, distribuía os discos em brechós, uma pequena rede alternativa.
O empresário Malcon McLaren, junto à estilista Viviane Westwood, criou a “Sex”, uma loja onde os músicos e os futuros músicos da época, podiam comprar de tudo que tivesse na moda underground, como camisetas rasgadas e calças de couro. O próprio nome da loja era provocativo e as roupas da estilista causavam certo desconforto nas pessoas mais antigas da sociedade. ( FRIENDLAND, 2010, pág.355). A Sex não era somente uma loja, era, também um palco, onde a maioria dos funcionários e clientes eram músicos. Muitas bandas foram produzidas por McLaren como os Sex Pistols, por exemplo.
A banda “Sex Pistols” foi a mais importante para o crescimento e evolução do punk rock. ( MILANI, pág.4). Seus atos, de cuspir na platéia e exingá-los ou até me mesmo de se autodestruírem cortando-se com lâminas, fizeram com que fossem bastante divulgados pela mídia.
A ascensão do punk rock em 1976, teve nos Sex Pistols seu expoente mais importante. Bandas foram formadas por ex-pub rockers e jovens que passavam a maior parte do seu tempo nas ruas e que viram no punk oportunidade de se expressar apesar da mínima proficiência musical. (FRIENDLANDER, 2010, pág. 356)
Contudo, esse comportamento agressivo de bandas punks nos palcos, refletiu, diretamente, nas atitudes do público e as brigas começaram a acontecer com freqüência nos shows. Outras reações do público, também influenciadas pela postura das bandas punks, apareceram em forma de danças. Os jovens da platéia entravam na pista de dança e começavam a trocar socos e empurrões entre si. (FRIENDLANDER, 2010, pág.357).
Outras reações a exortações provenientes da música e do palco vieram na forma de dança, ou o que Robert Christgau chamou de “porrada voadora”. Com o ethos machista da classe trabalhadora, os jovens da platéia se lançavam na pista de dança, parando a cada quatro ou cinco minutos para uma troca de socos rápida com seus companheiros punks. Outros praticavam o pogo, uma dança introduzida pelo amigo de Rotten , John Beverly ( que logo mudaria seu nome para Sid Vicious) num show no Manchester Free Trade Hall em julho de 1976. Os dançarinos suados ficavam pulando e saltando, como bonecos de mola, enquanto empurravam uns aos outros com um deleite sinistro. (FRIENDLANDER, 2010, pág. 357).
No mesmo período em que o fenômeno Sex Pistols se expandia na Inglaterra e no mundo , o Brasil encontrava-se sobre um regime de ditadura militar, onde a censura influenciava profundamente a cultura. Por isso a ideologia punk entrou de forma tímida no país, má não tardia. (MILANI, 2011, pág.05).
Brasília, segundo Milani, talvez tenha sido o lugar onde houve um maior contato com a cultura punk estrangeira, no entanto, foi na Grande São Paulo o lugar do país que abrigou um significativo número de seguidores do movimento punk.
No Brasil da década de 80, pequenos grupos de adolescentes começaram a imitar as roupas e atitudes dos Punks ingleses, no entanto, não aceitavam música Punk, pois consideravam sua estrutura muito simples de ser tocada. O ritmo da música Punk era considerado agitado para toda a banda e as melodias eram interpretadas por vocalistas que não apresentavam formação em canto, suas letras eram protestos contra a sociedade e o poder do Estado. Bandas como “Sex Pistols”, “The Clash”, e “Ramones”, serviram como inspiração para as primeiras bandas em São Paulo e conseqüentemente no grande ABC. Grupos como “Ratos de Porão”, “Cólera”, “Inocentes” e “Garotos Podres”, transpareciam em suas letras, uma total indignação com a ditadura militar no Brasil, com o golpe militar de 1968, o sistema governamental, o capitalismo e a luta pela igualdade social, características essas totalmente “Punk” e seguidas, também, pela banda Titãs, quando gravaram o disco “ Cabeça Dinossauro em 1986. (Revista Bizz, 1988, pág.3).
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