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sexta-feira, 16 de maio de 2014

Revolução Industrial

Os pontos de vista tecnológico e científico foram característicos para a arrancada inicial da Revolução Industrial, entretanto, a construção das ferrovias na Inglaterra, entre 1830 e 1850, foi um fator que levou a um grande aumento no desenvolvimento da economia britânica, uma vez que, as estradas de ferro serviam para a escoação dos excedentes produzidos, agilizando, assim, a exportação desses produtos. Na manufatura a produção era essencialmente humana e individual, onde o produtor trabalhava conforme o seu tempo e a sua maneira, com o uso de ferramentas simples, nas quais era a própria extensão de seus dedos. A soma da inteligência, da força e a habilidade natural adquirida pelo homem era o fator que determinava a produção. A substituição dessas máquinas de tração humana ou animal pela máquina a vapor foi à essência da Revolução Industrial, uma vez que, modificou radicalmente o processo de produção. Esse novo processo exigiu que os trabalhadores se concentrassem num só lugar de trabalho, a fábrica, pela qual possuía um carácter de processo coletivo, meio mecânico e meio humano, criando, assim, um grau de divisão de trabalho jamais visto dentro de uma unidade de produção. A aristocracia e os proprietários de terras britânicos foram poucos afetados pela Industrialização. Suas rendas aumentaram com a procura de produtos agrícolas, desenvolvimento de minas, forjas e estradas de ferro. Já a classe média vitoriosa foi beneficiada com a Revolução Industrial, no entanto, a classe dos pobres (trabalhadores em geral), foi submetida a uma condição sub- humana. A mão de obra, formada pela classe pobre eram chamados de proletariados e não possuíam qualquer fonte digna de renda, a não serem seus miseráveis salários recebidos por seu trabalho. Esses trabalhadores eram obrigados a seguirem uma rotina regular de trabalho, diferente da rotina que seguiam nas pré-indústrias, em que nem a experiência, nem a tradição e nem a sabedoria proporcionavam uma qualificação exigida por uma economia capitalista. A Primeira consequência foi à inclusão de toda uma família operária, mulheres e crianças. A segunda consequência é refletida no processo do trabalho infantil e da preparação profissional dessas crianças, pelas quais, segundo a lei fabril de 1844, deveriam passar três horas por dia em escolas, para depois poderem empregar-se, entretanto, os certificados de frequência escolar eram subscritos com uma cruz, por professores e professoras que não sabiam nem escrever. Os inspetores de fábricas denunciavam essa situação lamentável, más eram obrigados a aceitarem esses certificados como legalmente válidos, A terceira consequência foi a da perca da intelectualidade das crianças, intelectualidade na qual, estava desaparecendo pouco a pouco, com a transformação dessas crianças em máquinas de fabricar, pois estas, mesmo sem intelectualidade não perdiam sua capacidade de desenvolvimento. A máquina teve um poder transformador na estrutura social aprisionando e escravizando o próprio homem a uma ordem exterior a ele, sendo desenraizado, ou seja, arrancado da sua íntima relação com a natureza, pois a representação do tempo regido pela natureza é perdido nas jornadas rotineiras de trabalho, uma vez que, há um desajuste no tempo biológico do homem, dando a natureza o papel de dominadora sobre o homem criando uma concepção abstrata sobre o sentido do tempo.

sábado, 3 de maio de 2014

Relação do filme "Somos tão Jovens" com a vericidade dos fatos históricos

Esse filme é fiel a fonte apesar de faltar algumas partes importantes da história da banda, como as festas no atual " Pamonhas e Batatas" e, também, os pegas as corridas de carro na UNB, CASEB e na Curva do Diabo em Sobradinho DF. Em 1983, no bar Taverna, ponto de encontro entre os Punks brasilienses, localizado em Brasília na SQS 103, Renato Manfredini Junior, um jovem professor de Inglês, se encontrou, por um acaso com André Pretrórios, filho de um embaixador americano, o rebelde da família, um Punk. Dessa amizade nasceu uma nova banda. Petrórios na guitarra, Renato no baixo, e Felipe Lemos na bateria. Nasce, então, o Aborto Elétrico (MUHSTEDT, 2011, Pág. 129). Depois de um briga de Renato com Lemos o Aborto Elétrico foi divido em duas bandas: Capital Inicial e Legião Urbana (DAPIEVE, 1995, Pág. 130). Renato Russo, mais tarde assim afamado, filho de um especialista em no estudo dos fenômenos econômicos com uma professora de Inglês, teve que mudar a formação da banda, uma vez que Pretrórios fora convocado pelo exército africano. Em 1983, Renato Russo alugou uma loja no Edifício Rádio Center, para ensaiar a nova configuração da banda já com Bonfá na bateria, Dado Vila Lobos na guitarra, Renato Negrete no baixo e Rento Russo nos vocal. Muitas bandas rock brasileiro tiveram o Punk como inspiração (MUHSTEDT, 2011, Pág. 16). O movimento de punk de São Paulo era diferente do de Brasília. Os jovens de São Paulo não possuíam uma falta de acesso à diversão e à cultura, enquanto os jovens de Brasília em burgueses, com um alto poder aquisitivo, podendo, assim, ter acesso às informações com mais facilidade. O Punk de Brasília pode ser compreendido como viés de informação juvenil, um intercâmbio cultural (MUHSTEDT, 2011, Pág. 15). Muitos jovens que vivenciaram esse determinado momento dos anos de 1980. Muitos jovens foram explorados pela indústria cultural devido ao forte poder aquisitivo. Esses punks brasilienses, como todos outros do Brasil inteiro, protestavam contra o capitalismo, a polícia, a igreja, a família e o sistema.